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Onde eu falo o que quero, sem saber se quero...
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Ela tem os olhos verdes e o sorriso lindo,
Espírito único, quase santo.
O que falar dessa mulher?
Que ela mexe comigo?
Que me faz bem?
Eu vou mais além... ela me dá choque.
Amanhece linda, entardece esplêndida e anoitece lunar...
É de se apaixonar... é de se perguntar:
O que falar dessa mulher?
Que ela é carinhosa?
Que é mãe amorosa?
Eu vou mais além... ela me enche de orgulho.
Amanhece coruja, entardece aflita e anoitece família...
É de muita alegria... e nem sei o que eu dizia...
O que falar dessa mulher?
Que ela é emotiva?
Que é derretida?
Eu vou mais além... ela é como meu coração, que
Amanhece mole, entardece mole e anoitece mole...
Ah, que me console! E eu penso, enquanto dorme:
"Esta é minha mulher."
Escrito por Felipe Magalhães @
2:19:53 AM
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15.2.07  |
Gosto de me sentir beijada.
E a nossa coreografia é perfeita.
Quando se ajeita entrelaçado às minhas coxas...
E desliza as mãos... desde a nuca até a cintura...
É quando sinto-me desejada.
Isso me cura de todos os males...
Esqueço das provas, das notas, das botas (ah, mas são lindas!)...
Até do dia que me deixou esperando
E nem ligou, que agonia!
Depois disse que saiu com a família... e eu engoli.
No nosso beijo, sou realizada.
Não preciso de mais nada...
E nada mais me faria assim: tão feliz.
É piegas, mas é tudo o que eu sempre quis.
Como se me retribuísse todo o bem que lhe fiz.
E me perdoasse todos os erros que cometi.
Sim, também sinto-me perdoada.
Mesmo depois daquela briga braba,
Em que eu saltei do carro, no meio da estrada
Risquei a sua porta, saí irada.
Sobre o salto, sem olhar pra trás.
E você nem veio atrás.
Só eu sei o bem que me faz.
E não só por isso estou ao seu lado.
Mas porque quando pára a canção, eu te olho calada.
Por dentro eu grito "você é meu amado".
E nos teus olhos eu vejo que também sou amada.
Escrito por Felipe Magalhães @
9:56:23 PM
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29.1.07  |
Estou exercitando minha ótica do mundo feminino... aí vai um texto:
Se fosse no cinema...
Se fosse no cinema,
O filme não teria a mesma graça...
Não lhe sentiria quando me abraça
E me segura bem perto para voar...
Não sentiria o vermelho dos meus lábios
Quando me queima com a barba mal feita
E me arde até as orelhas...
Quando me lambe obscenidades ao pé do ouvido,
Despertando minha libido que ferve por dentro...
Me deixa em brasa... e me agarra...
Me toca os seios com o peito...
Enquanto deita no meu leito e me faz sentir mulher.
Não me arrepiaria quando beija meu pescoço,
Me morde os ombros, o colo... Cola no meu rosto.
Sinto-me segura sob seu corpo,
Que se mistura no meu corpo
E me tira todo o ar.
Mas não poderia ser cinema,
As luzes estão acesas...
Mas ele me faz sentir princesa,
E eu não preciso apagar.
Esse é nosso filme...
É meu lindo, é meu...
Particular...
Escrito por Felipe Magalhães @
12:54:12 AM
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26.1.07  |
Sei lá se estou rápido, ou devagar demais...
Talvez eu devesse parar.
Aquietar um pouco, deixar o barco no mar...
A correnteza leva.
Talvez eu devesse deitar...
Respirar em sono alto, recuperar
Essas forças de que tanto preciso.
E no improviso manipulo essa bateria.
Mas decidi, de papel passado,
Não estou mais ancorado,
Ao meu lado, só o que quiser ficar.
Mar adentro, rumo ao vago,
Não me sinto preocupado,
Ao meu lado, só o que puder ficar.
Escrito por Felipe Magalhães @
1:16:13 AM
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25.1.07  |
Saudade...
Dia indeciso...
De vento quente e chuva fina...
Repentina e tímida.
Como se não soubesse o que fazer,
Resolveu deixar tudo acontecer...
Só pra ver o que restava.
No que sobrava...
E eis que o céu se abriu...
Virou noite de estrelas, quem diria?
-
E ele parece comigo...
De corpo quente e gotas finas...
Repentinas, mas longe da timidez...
Eu também não sei o que fazer...
E resolvi deixar tudo acontecer...
Só pra ver o que restava,
No que sobrava...
E eis que o céu dormiu...
Aquela estrela sumiu, quem diria?
Mas amanhã eu a espero outra vez.
Escrito por Felipe Magalhães @
11:57:07 PM
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18.1.07  |
Se eu sou
O que tu querias ser,
Ela não precisa saber.
Ele não vai entender.
Nós usamos de tudo
Mas a voz que muda o mundo
Chegará até elas...
Eles hão de ouvir.
As pessoas que sempre nos fazem seguir...
Escrito por Felipe Magalhães @
7:22:43 PM
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11.1.07  |
Quando as palavras são cantadas, ouço
Presto atenção em toda melodia, diferente...
Agradável... daquelas que não se escuta na esquina.
Eu gravo.
Quando o peito se enche de ar, eu vejo
Acompanho o inchar do corpo, incandescente.
Inflamável... daqueles que se apaga com gosto.
Eu toco.
Quando se aproximam as coxas, eu sinto
Embriago-me da sensação da pele, entorpecente.
Incansável... daquelas que não se cansa de ter
Eu faço.
Quando me beija, morro.
Vejo o céu, falo com anjos,
Ouço as harpas, deito-me em nuvens.
Regresso numa canção, que
Quando é cantada, ouço.
Quando incandesce, vejo.
Quando entorpece, sinto.
Quando me beija.....
Ah... quando me beija.
Escrito por Felipe Magalhães @
12:07:59 AM
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10.1.07  |
Eu não entendo todos os desejos,
Mas sei bem o que você quer.
Quer o cara mais canalha
Que lhe seja bem fiel.
Mas que, sempre, deixe uma incerteza no ar.
Quer que rasgue suas roupas
E que se molde no teu corpo,
Faça amor como nenhum outro...
Agarre os cabelos e lhe leve aos céus.
Mas que, ao dormir, repouse uma coxa entre as suas.
E só lhe acorde com beijos e sorriso.
Que discorde de você, para gerar um debate.
Que lhe apóie, sem bajular.
Que lhe defenda mesmo quando está errada.
Um cara que lhe faça sorrir...
Não quer um homem de novela...
Mas sim que seja de verdade.
Que seja real.
Que seja sincero.
E para toda a eternidade.
Escrito por Felipe Magalhães @
6:11:05 AM
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7.1.07  |
Não sei bem o que seria desta cachoeira sem aquela flor...
Alguns dizem que a retumbância da tormenta que ecoa da queda
É o mais extraordinário que se percebe... Mas eu discordo.
O silêncio, a quietude daquela flor é que me arrebata.
Pois mesmo defronte à majestade da catarata,
Mantém-se de pé, linda, impecável.
Ela entende o seu espaço, e as duas se completam...
A força e a fragilidade,
A retórica e o silêncio,
A inquietude e a paciência.
E por mais iguais que sejam, são ímpares por natureza.
E, com muita certeza, é a flor que me atrai em toda esta explosão.
Escrito por Felipe Magalhães @
4:14:45 AM
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Como eu não tenho postado muitas coisas, vai aí algo que acabei de escrever:
Mais um dia
(Felipe Magalhães)
Abre a porta, sai de casa,
Não deixa o inferno chegar
Você sabe que sente
Quando vem de repente
Esse brilho no olhar.
Afasta o que não te faz bem
Agarra o que satisfaz bem
O desejo de ser infinito
A vontade de sonhar
Mais um dia passa
E não pode te esperar...
Cai a noite e faz dormir
Fecha os olhos pra ver
Pra onde quer fugir,
Onde vai valer
O suspiro que vai se estender
O motivo que traz mais viver
E morrer já não é tão fácil assim...
E é mais um dia
Mais um dia
Mais uma chance de vencer
E é mais um dia
Mais um dia que passa
E esquece de você
Como eu quero esquecer.
Um ótimo ano novo!
Escrito por Felipe Magalhães @
3:28:51 AM
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29.12.06  |
Puta que pariu, acho que voltei a ser um idiota que acredita que pode mudar o curso da história...
Sabe aquela idéia de manipular, articular para conseguir?
Pois é, voltou.
Mas será que é certo?
Eu não quero ganhar uma guerra...
Aliás, não quero criar nenhuma guerra...
Mas será que às vezes é necessário?
Escrito por Felipe Magalhães @
11:31:08 PM
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19.12.06  |
Acordei com uma sensação estranha,
Parece que as paredes riem de mim.
Sorriso branco, sapeca...
Como o das meninas q se juntam para concordar que os homens não têm nada na cabeça.
Esse homem sou eu.
Levanto.
A cama ainda está desarrumada,
Lençol torto, travesseiro na diagonal...
Uma composição de sonâmbulo que vê fotos em tudo.
Que vê a beleza nas ondas sutis... na minha cama-mar.
Esse homem sou eu.
Ando.
Driblando a roupa que preferiu o chão ao cabide.
O all star de vermelho-jovem que contrasta com o meu humor.
Com a cabeça explodindo e o rosto inchado.
Parece mentira, mas o espelho confirma...
Esse homem sou eu.
E ele me pede: "Duas aspirinas e uma coca-cola, por favor."
Escrito por Felipe Magalhães @
4:06:11 PM
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17.12.06  |
Sei lá se são essas construções inacabadas...
De onde vem esse vazio que me preenche?
Escrito por Felipe Magalhães @
1:50:52 PM
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9.12.06  |
Como assim não existe?
Escrito por Felipe Magalhães @
4:59:36 PM
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17.11.06  |
Às vezes parece que vai explodir...
Bate forte, descompassado, vigoroso, desajeitado...
Mas bate... ou melhor, açoita.
E eu aceito esse pequeno notável que vem supllicando pelo olhar.
Aquele que o faz pular... sentir-se vivo.
Aqueles olhos de mar verde, caudaloso... envoltos em cílios desenhados à nanquim.
Colocados com capricho, simetricamente, sobre as róseas bochechas...
Sem falar nos cabelos... longos, claros, cacheados...
.........
Basta falar para voltar o açoite...
Mas eu aceito.
Pois impossível é discordar...
Quando Vênus aparece com seus olhos de mar.
Escrito por Felipe Magalhães @
9:11:26 PM
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7.11.06  |
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